segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

O MICA-me mudou de casa.
Agora o MICA-me em site.
www.mica-me.org

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

E já temos 1 ano!


Para mais informações, podes ir aqui ou aqui.

Aproveitamos desde já para agradecer a simpatia a disponibilidade da Casa da Horta. =)

domingo, 6 de Setembro de 2009

Parabéns ao MICA - me - JANTAR

Olá a tod@s!

Como sabem o MICA-me está de parabéns. Estamos este mês a completar um ano de actividade.

O MICA-me é um grupo de pessoas, aberto a todos, com o objectivo comum de actuar na sociedade através da cultura e das artes, de forma a promover a não-discriminação e a mudança de mentalidades em geral, e na área da orientação sexual e da identidade de género em particular.

Para festejar o nosso primeiro aniversário pensámos em ter-vos conosco e, recebidos pela Casa da Horta, tratámos de organizar um jantar diferente para brindarmos aos próximos projectos, e ao próximo ano.

Assim, estão todos convidados para o aniversário do MICA-me no próximo dia 17 de Setembro, quinta-feira, na Casa da Horta.

A festa começa às 18 horas com a projecção do documentário Os tempos de Harvey Milk, de 1984, sobre a vida, e a morte, do activista.

O jantar será às 20h30. O valor do jantar é de 10 euros (sendo que 50% das receitas revertem a favor do MICA-me) e dá direito a bebida e ao menu colorido especialmente para a ocasião.

Entrada à pãezinhos com molho à Casa da Horta

Sopa cor-de-rosa à sopa de beterraba

Prato multicolor à tofu com ervilhas e outros legumes, arroz de açafrão e salada arco-íris.

Sobremesas variadas

O LIMITE DE VAGAS É DE 30 PESSOAS, por isso se puderem e quiserem ir ao jantar, pedimos que se inscrevam até ao dia 16 de Setembro para o e-mail da Casa da Horta casadahorta@pegada.net (será dada uma resposta ou de confirmação ou de reserva no caso de já não haver vagas; por isso, p.f. esteja sempre atento ao e-mail de resposta aquando da sua reserva).

Após o jantar, e para que a festa seja completa, temos para vocês a apresentação do projecto O que tu não sabes, e outras surpresas a serem reveladas.

Aparece, traz alguém contigo e traz ideias também!

::DOCUMENTÁRIO:: Depois de Gus Van Sant, com Milk, ter recuperado para a actualidade a figura de Harvey Milk, Os Tempos de Harvey Milk, de Rob Epstein, é um documentário essencial que enquadra o activista e político no seu contexto e época ao relembrar o tumultuoso clima social e político de São Francisco nos anos 70 e construir um brilhante e assombroso retrato do que realmente se perdeu com o brutal assassínio.

Este filme foi produzido 6 anos depois da morte de Milk e usa declarações suas, entrevistas originais, notícias da época, material de arquivo, e imagens dos acontecimentos que se sucederam ao assassinato.

Este documentário ganhou o óscar de melhor documentário em 1985 e o prémio especial do júri no primeiro Sundance Film Festival, entre outros prémios. Podem ver o trailer aqui.


quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Olá a tod@s!

Este mês o MICA-me está de parabéns. Fazemos um ano.

Em Portugal, só 26,7% dos jovens estão ligados ao associativismo e grande parte desse número é devido ao associativismo desportivo. Na Noruega, cada jovem está ligado, em média, a 5 associações.

Podemos alegar que é cultural, que os portugueses não têm espírito associativo. Muita gente ao ser confrontada com a possibilidade de estar associada a algum colectivo pergunta: "O que é que eu ganho com isso?" e não pensa: " De que modo é que eu posso contribuir para uma sociedade melhor?"

O MICA-me nasceu há um ano pela concretização da vontade de meia dúzia em motivar outros quantos. Nasceu da vontade de fazer, nasceu da consciência que o activismo se faz no dia-a-dia, que cada um faz a sua parte, que cada um faz o que pode e que juntos podemos fazer essa tal sociedade melhor.

O MICA-me nasceu da ideia de que as celebrações do Orgulho LGBT são importantes, mas que não são todo o activismo, e que todos os dias se pode fazer mais.

Neste ano que passou realizámos alguns projectos, e ideias não nos faltam para continuar – contamos convosco para nos ajudar também neste ponto – nem a vontade para as concretizar.

Estamos agora a começar um novo ano. Estamos motivados, de mangas arregaçadas, e somos ambiciosos. Para seguirmos o caminho que traçámos continuamos a contar com todos os que queiram contribuir conosco

Neste mês de comemoração do ano que passou e de brinde ao anos que se seguem temos disponíveis umas rifas de aniversário. Pensámos que é uma boa maneira de tod@s podermos dar um presente ao MICA-me. O objectivo destas rifas é angariar fundos para projectos que se avizinham e se adivinham mais dispendiosos. Esperamos poder contar com tod@s para podermos continuar no caminho que desenhamos.

As rifas já estão disponíveis. Quem quiser contribuir basta entrar em contacto conosco pessoalmente ou através do nosso email micame.lgbt@gmail.com

O custo de cada rifa é de 1 MICA. Os números vão do 00 ao 99. O primeiro prémio é o livro “Carta a Bosie”, de Oscar Wilde. O segundo prémio é o livro infantil de temática lgbt “A Princesa e a Andorinha”, de Marisa Santos. Os números vencedores serão os correspondentes aos números do 1º e 2º prémios, respectivamente, da Lotaria Clássica concurso 39/2009 a 28 de Setembro de 2009. Os prémios devem ser reclamados até 31 de Outubro de 2009. Para mais informações podem enviar-nos um email para micame.lgbt@gmail.com

Contamos convosco para nos ajudar e para passar a palavra. =)

Para breve temos mais novidades a que esperamos também se possam juntar.

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Contra a discriminação na doação de sangue | Acção conjunta

Como movimento defensor dos direitos humanos em geral, e em particular activista na área dos direitos LGBT, o MICA-me (movimento de intervenção cultural e artística) não podia deixar passar em claro as declarações proferidas por Gabriel Olim, presidente do Instituto Português do Sangue.

É de facto intolerável que alguém responsável pela saúde pública nacional tenha afirmações como as proferidas na entrevista para o jornal I Online, de dia 30 de Julho:

"Todos os dados apontam no sentido de haver uma maior liberalidade do comportamento das pessoas que têm sexo com outros homens. E vou evitar usar a palavra homossexual, porque parece que não é politicamente correcto.

(...)

A doação de sangue é feita sem olhar a religião, a partidos, a nada.

(...)

Todas as pessoas que têm estes comportamentos [múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal.] são excluídas. (...) Mas há uma diferença. Estes são eliminados e aceitam, os homossexuais não. E dizem que é discriminação...

(...)

Não estamos a dizer que não aceitamos homossexuais, mas que não aceitamos comportamentos de risco. (...) Mas a experiência também nos diz que relações que em princípio eram totalmente monogâmicas não são tão monogâmicas assim.

(...)

Quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer vir dar sangue não vem com esta atitude."

Podem verificar a entrevista completa aqui.

Estas declarações encontram a sua expressão prática nesta pergunta do questionário - escrito – de acesso à doação de sangue do Hospital Geral de Santo António:
“12. Se é homem: alguma vez teve relações sexuais com outro homem?”
É por essa razão que o MICA-me, em conjunto com o Bloco de Esquerda e várias outras associações, vai este sábado, dia 8 de Agosto, realizar uma acção que irá decorrer no Instituto Português do Sangue do Porto.

Esta acção irá contar com a presença de deputados/as, médicas/as, dadoras/es de sangue, etc. Precisamos também de ti, e de toda a gente que consigas trazer contigo, para garantir que estas declarações não passam em branco, e que todas estas atitudes discriminatórias sejam julgadas.

Depende de nós mudar estas posturas, fazendo notar o nosso descontentamento, fazendo pressão para que estes protocolos, que claramente violam o artigo 13º da Constituição, sejam alterados.

Dia 8 de Agosto de 2009, às 12 horas no IPS (Rua do Bolama, 133 - em frente à Quinta do Covelo). Mais indicações de como ir lá ter aqui.

Contamos contigo! Por favor passa a mensagem para todos os teus contactos!

domingo, 26 de Julho de 2009

Projecto “O Que Tu Não Sabes”

Olá amig@s,

O mica-ME está a planear um projecto fotográfico que pretende dar seguimento a uma ideia que surgiu e foi utilizada para a Marcha do Porto.
A ideia de que falo é a das máscaras usadas por várias pessoas que também envergavam um pequeno cartaz ao pescoço que dizia “Tu não sabes mas sou o teu patrão”, “Tu não sabes mas sou tua filha”, entre outras frases dentro da mesma linha de pensamento.

Agora queremos dar a essa ideia uma existência por si só e para isso precisamos da ajuda de todos os que puderem e quiserem. A única coisa que precisam de fazer é estarem dispostos a usar uma máscara e cartaz – fornecidos pelo próprio mica-ME – e indicarem a vossa disponibilidade :)

Mais tarde, consoante a vossa disponibilidade, serão combinado locais e horas para a sessão fotográfica.

Obrigada e beijinhos!

Prosa e Poesia LGBT

Olá a tod@s :)

O mica-me continua a elaborar e a levar adiante projectos dentro do âmbito cultural e artístico tendo como base questões como orientação sexual e identidade de género.
Estes projectos continuam a ser pensados como um acto de colaboração conjunta em que todos podemos contribuir para que eles sejam levados para a frente e concretizados com o maior sucesso e diversidade!

Como tal, gostaríamos de contar com a vossa colaboração para mais um:

Tendo em mente poesia e prosa, gostaríamos que nos enviassem as vossas sugestões de autores LGBT ou que abordem temática LGBT na sua escrita e que nos enviassem as vossas sugestões para micame.lgbt@gmail.com

Futuramente divulgaremos mais informação acerca deste projecto mas para já gostaríamos de poder contar com as vossas contribuições e sugestões :)

Até lá, boas escolhas :)

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Por um Portugal inclusivo

Artigo 13.º
Princípio da igualdade

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Retirado de Parlamento.pt



Porto, Sexta-Feira, 17 de Julho de 2009

Exmos:

Numa altura em que a nível mundial se reconhece que não existem grupos de risco, mas sim comportamentos que acarretam por si só risco de infecção, é com indignação e tristeza que observamos esta tomada de posição do governo português, na figura do Ministério da Saúde.

Na directiva comunitária 2004/33/CE de 22 de Março de 2004 onde se enumeram os critérios de aceitação para dadores de sangue total e de componentes sanguíneos referem-se “indivíduos cujo comportamento sexual os coloque em grande risco de contrair doenças infecciosas graves susceptíveis de serem transmitidas pelo sangue.”

Um homem ter relações sexuais com outro homem, não é por si só um comportamento de risco. Um homem ter relações sexuais com um homem ou com uma mulher comporta grau semelhante de risco se falarmos em relações protegidas ou relações não-protegidas, se falarmos em parceiros conhecidos ou parceiros desconhecidos. A variável que transforma o grau de risco de comportamento de menor a maior não é o género do parceiro.

Esta tomada de posição não é apenas um recuo, mas a validação por parte do governo português de práticas discriminatórias que eram tidas por parte de vários hospitais, indo directamente contra a constituição portuguesa, mais especificamente o artigo 13º.

Desta forma, lamentamos profundamente que o governo português decida ignorar todos os outros dados e agarrar-se a preconceitos e estereótipos que indicam os homossexuais como focos de infecção.

A titulo de exemplo o Ministério da Saúde Português cita uma publicação de 23 de Novembro de 2007, da Health Protection Agency do Reino Unido.

A título de exemplo citamos também o relatório VIH/ Sida – A situação em Portugal a 31 de Dezembro de 2008 do próprio Ministério da Saúde Português em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge onde se pode ler o seguinte:
“Para os 1201 casos com data de diagnóstico no ano de 2008, a distribuição de acordo com as principais categorias de transmissão e o estadio é a seguinte:

(…) durante o ano de 2008, a categoria de transmissão “heterossexual”, para o total de casos nesta categoria, regista 57,6% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA), a transmissão associadas à toxicodependência apresenta o valor de 21,9% e os casos homo/bissexuais são 16,8 % do total.”
Relativamente à situação global em Portugal a 31 de Dezembro de 2008 pode ainda ler-se nesse documento:
“A 31 de Dezembro de 2008, encontravam-se notificados 34 888 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção.
(…) Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou “toxicodependentes”, constituindo 42,5% (14 835 / 34 888) de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no País.
O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 40,0% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 12,3% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,2% do total.
Os casos notificados de infecção VIH/SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente.”
Quanto a portadores assintomáticos este relatório do Ministério da Saúde refere:
“Constatamos o elevado número de casos de infecção VIH assintomáticos, associados principalmente a duas categorias de transmissão: “heterossexuais” representando 43,4% do total de PA notificados, bem como “toxicodependentes” (40,0%).”
Conviria relembrar que posições como esta, contribuem largamente para a perpetuação de preconceitos associados à homossexualidade, que caberia também ao governo português tentar combater pois tem consequências directas na percepção dos portugueses acerca dos riscos dos seus comportamentos sexuais (influenciando directamente as taxas de infecção nos outros grupos). Ademais sendo a comunidade homossexual uma minoria que já por si sofre pressões sociais inegáveis, este tipo de postura terá com certeza repercussões a nível da saúde emocional dos jovens homossexuais que ainda estão a chegar a termos com a sua individualidade sexual. Importa-nos referir o notável absentismo em termos de intervenção em saúde primária no que diz respeito à saúde familiar, sexual e emocional de todos as lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros.

Numa altura em que nos Estados Unidos, o Presidente Barack Obama pondera a remoção de directiva Don’t Ask, Don’t Tell, Portugal retrocede dois passos e pede a quem apenas quer ajudar o próximo, doando o seu sangue, que oculte a sua orientação sexual e minta. É lamentável que, novamente, em Portugal se retroceda numa questão básica de saúde pública e se perpetuem mitos e preconceitos infundados, e já desmentidos por variadas vezes.

Pedimos apenas, em nome de todos os que querem ser dadores em Portugal e de todos aqueles que possam vir a necessitar de uma transfusão de sangue, que o governo reconsidere esta medida, e opte por questionar quanto a comportamentos de risco, e não quanto à sua orientação sexual.

Por tudo o que acima mencionamos, não podemos deixar passar em branco situações gritantes de homofobia, em particular quando partem de orgãos governativos.

Por um Portugal inclusivo,
André Correia, Joana Maltez, João Ribeiro, Mafalda Gomes e Sara Oliveira
P’lo mica-ME (movimento de intervenção cultural e artística)

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Porque a marcha também foi feita de som e movimento










segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Obrigad@!

Em primeiro lugar, gostaríamos de dar os parabéns a tod@s os que no dia 11, estiveram presentes na 4ª marcha do orgulho LGBT no Porto, a reinvindicar direitos que são inerentes a qualquer cidadão.

Depois, gostaríamos também de agradecer a tod@s os que se juntaram ao mica-ME no planeamento e criação das iniciativas e/ou na marcha, a gritar, saltar, dançar, ou seja, a tornar a marcha uma festa, sempre com as palavras de ordem na boca, mas sem por isso deixar de sorrir e mostrar que somos todos iguais.

Queremos estender um agradecimento especial a Liliane Guedes na ajuda na execução da iniciativa "Por quem tem medo", que levou a que muitas pessoas participassem pela primeira vez na marcha, de máscara ou sem ela.

O outro agradecimento directo vai para Rui Barbosa, que idealizou e coordenou toda a iniciativa "Ausentes por um motivo, unidos pela causa.", o que se traduziu na faixa que todos carregamos na marcha. A toda a gente que enviou a sua foto, o nosso muito obrigad@! Vocês também estiveram presentes.

Não podemos deixar passar em claro os agradecimentos que nos foram dirigidos após a leitura do manifesto, e dizer que a nossa presença na marcha foi exclusivamente em nome do mica-ME, e a título individual pelos direitos que são de tod@s.

As marchas só voltam para o ano, mas quanto a nós, vamos continuar o nosso trabalho a um ritmo diário, e contamos com tod@s vós!