Agora o MICA-me em site.
www.mica-me.org

Olá a tod@s!
Como sabem o MICA-me está de parabéns. Estamos este mês a completar um ano de actividade.
O MICA-me é um grupo de pessoas, aberto a todos, com o objectivo comum de actuar na sociedade através da cultura e das artes, de forma a promover a não-discriminação e a mudança de mentalidades em geral, e na área da orientação sexual e da identidade de género em particular.
Para festejar o nosso primeiro aniversário pensámos em ter-vos conosco e, recebidos pela Casa da Horta, tratámos de organizar um jantar diferente para brindarmos aos próximos projectos, e ao próximo ano.
Assim, estão todos convidados para o aniversário do MICA-me no próximo dia 17 de Setembro, quinta-feira, na Casa da Horta.
A festa começa às 18 horas com a projecção do documentário Os tempos de Harvey Milk, de 1984, sobre a vida, e a morte, do activista.
O jantar será às 20h30. O valor do jantar é de 10 euros (sendo que 50% das receitas revertem a favor do MICA-me) e dá direito a bebida e ao menu colorido especialmente para a ocasião.
Entrada à pãezinhos com molho à Casa da Horta
Sopa cor-de-rosa à sopa de beterraba
Prato multicolor à tofu com ervilhas e outros legumes, arroz de açafrão e salada arco-íris.
Sobremesas variadas
O LIMITE DE VAGAS É DE 30 PESSOAS, por isso se puderem e quiserem ir ao jantar, pedimos que se inscrevam até ao dia 16 de Setembro para o e-mail da Casa da Horta casadahorta@pegada.net (será dada uma resposta ou de confirmação ou de reserva no caso de já não haver vagas; por isso, p.f. esteja sempre atento ao e-mail de resposta aquando da sua reserva).
Após o jantar, e para que a festa seja completa, temos para vocês a apresentação do projecto O que tu não sabes, e outras surpresas a serem reveladas.
Aparece, traz alguém contigo e traz ideias também!
::DOCUMENTÁRIO:: Depois de Gus Van Sant, com Milk, ter recuperado para a actualidade a figura de Harvey Milk, Os Tempos de Harvey Milk, de Rob Epstein, é um documentário essencial que enquadra o activista e político no seu contexto e época ao relembrar o tumultuoso clima social e político de São Francisco nos anos 70 e construir um brilhante e assombroso retrato do que realmente se perdeu com o brutal assassínio.
Este filme foi produzido 6 anos depois da morte de Milk e usa declarações suas, entrevistas originais, notícias da época, material de arquivo, e imagens dos acontecimentos que se sucederam ao assassinato.
Este documentário ganhou o óscar de melhor documentário em 1985 e o prémio especial do júri no primeiro Sundance Film Festival, entre outros prémios. Podem ver o trailer aqui.
Olá a tod@s!
Este mês o MICA-me está de parabéns. Fazemos um ano.
Em Portugal, só 26,7% dos jovens estão ligados ao associativismo e grande parte desse número é devido ao associativismo desportivo. Na Noruega, cada jovem está ligado, em média, a 5 associações.
Podemos alegar que é cultural, que os portugueses não têm espírito associativo. Muita gente ao ser confrontada com a possibilidade de estar associada a algum colectivo pergunta: "O que é que eu ganho com isso?" e não pensa: " De que modo é que eu posso contribuir para uma sociedade melhor?"
O MICA-me nasceu há um ano pela concretização da vontade de meia dúzia em motivar outros quantos. Nasceu da vontade de fazer, nasceu da consciência que o activismo se faz no dia-a-dia, que cada um faz a sua parte, que cada um faz o que pode e que juntos podemos fazer essa tal sociedade melhor.
O MICA-me nasceu da ideia de que as celebrações do Orgulho LGBT são importantes, mas que não são todo o activismo, e que todos os dias se pode fazer mais.
Neste ano que passou realizámos alguns projectos, e ideias não nos faltam para continuar – contamos convosco para nos ajudar também neste ponto – nem a vontade para as concretizar.
Estamos agora a começar um novo ano. Estamos motivados, de mangas arregaçadas, e somos ambiciosos. Para seguirmos o caminho que traçámos continuamos a contar com todos os que queiram contribuir conosco
Neste mês de comemoração do ano que passou e de brinde ao anos que se seguem temos disponíveis umas rifas de aniversário. Pensámos que é uma boa maneira de tod@s podermos dar um presente ao MICA-me. O objectivo destas rifas é angariar fundos para projectos que se avizinham e se adivinham mais dispendiosos. Esperamos poder contar com tod@s para podermos continuar no caminho que desenhamos.
As rifas já estão disponíveis. Quem quiser contribuir basta entrar em contacto conosco pessoalmente ou através do nosso email micame.lgbt@gmail.com
O custo de cada rifa é de 1 MICA. Os números vão do 00 ao 99. O primeiro prémio é o livro “Carta a Bosie”, de Oscar Wilde. O segundo prémio é o livro infantil de temática lgbt “A Princesa e a Andorinha”, de Marisa Santos. Os números vencedores serão os correspondentes aos números do 1º e 2º prémios, respectivamente, da Lotaria Clássica concurso 39/2009 a 28 de Setembro de 2009. Os prémios devem ser reclamados até 31 de Outubro de 2009. Para mais informações podem enviar-nos um email para micame.lgbt@gmail.com
Contamos convosco para nos ajudar e para passar a palavra. =)
Para breve temos mais novidades a que esperamos também se possam juntar.
"Todos os dados apontam no sentido de haver uma maior liberalidade do comportamento das pessoas que têm sexo com outros homens. E vou evitar usar a palavra homossexual, porque parece que não é politicamente correcto.
(...)
A doação de sangue é feita sem olhar a religião, a partidos, a nada.
(...)
Todas as pessoas que têm estes comportamentos [múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal.] são excluídas. (...) Mas há uma diferença. Estes são eliminados e aceitam, os homossexuais não. E dizem que é discriminação...
(...)
Não estamos a dizer que não aceitamos homossexuais, mas que não aceitamos comportamentos de risco. (...) Mas a experiência também nos diz que relações que em princípio eram totalmente monogâmicas não são tão monogâmicas assim.
(...)
Quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer vir dar sangue não vem com esta atitude."
“12. Se é homem: alguma vez teve relações sexuais com outro homem?”É por essa razão que o MICA-me, em conjunto com o Bloco de Esquerda e várias outras associações, vai este sábado, dia 8 de Agosto, realizar uma acção que irá decorrer no Instituto Português do Sangue do Porto.
“Para os 1201 casos com data de diagnóstico no ano de 2008, a distribuição de acordo com as principais categorias de transmissão e o estadio é a seguinte:Relativamente à situação global em Portugal a 31 de Dezembro de 2008 pode ainda ler-se nesse documento:
(…) durante o ano de 2008, a categoria de transmissão “heterossexual”, para o total de casos nesta categoria, regista 57,6% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA), a transmissão associadas à toxicodependência apresenta o valor de 21,9% e os casos homo/bissexuais são 16,8 % do total.”
“A 31 de Dezembro de 2008, encontravam-se notificados 34 888 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção.Quanto a portadores assintomáticos este relatório do Ministério da Saúde refere:
(…) Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou “toxicodependentes”, constituindo 42,5% (14 835 / 34 888) de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no País.
O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 40,0% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 12,3% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,2% do total.
Os casos notificados de infecção VIH/SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente.”
“Constatamos o elevado número de casos de infecção VIH assintomáticos, associados principalmente a duas categorias de transmissão: “heterossexuais” representando 43,4% do total de PA notificados, bem como “toxicodependentes” (40,0%).”Conviria relembrar que posições como esta, contribuem largamente para a perpetuação de preconceitos associados à homossexualidade, que caberia também ao governo português tentar combater pois tem consequências directas na percepção dos portugueses acerca dos riscos dos seus comportamentos sexuais (influenciando directamente as taxas de infecção nos outros grupos). Ademais sendo a comunidade homossexual uma minoria que já por si sofre pressões sociais inegáveis, este tipo de postura terá com certeza repercussões a nível da saúde emocional dos jovens homossexuais que ainda estão a chegar a termos com a sua individualidade sexual. Importa-nos referir o notável absentismo em termos de intervenção em saúde primária no que diz respeito à saúde familiar, sexual e emocional de todos as lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros.
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